Sou fã e assinante de longa data da Netflix.

Assim como eu, mais de 75 milhões de pessoas, em todo o planeta, também assistem. Mais telespectadores do que qualquer TV a cabo nos EUA.

Cerca de 35% de todo o tráfego de dados em toda a Internet é causada pela Netflix.

Mensalmente, seus assinantes assistem mais de 1 bilhão de horas de filmes, séries de TV e produções originais.

E o que é mais incrível. A grande maioria de seus consumidores é extremamente satisfeita.

No entanto, a Netflix não dá show apenas em seu próprio aplicativo.

Acompanhar a empresa nas redes sociais é uma verdadeira e diária aula de marketing de relacionamento.

Talvez você esteja se perguntando o que isso tem a ver com marketing esportivo…

Mas, ao final deste artigo, você terá absorvido as 10 lições que a Netflix pode nos ensinar sobre marketing esportivo e começará a aplicá-las na sua empresa ou no seu clube.

Preparado? Então vamos lá! 😉

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#1 – Ideias nascem a partir de problemas

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Em 1997, era fundada a Netflix.

A ideia de criar a empresa nasceu devido um problema comum a qualquer um de nós nascidos nos anos 90: atraso na entrega de um filme alugado.

Quem nunca?!

Por conta do atraso, Reed Hastings, um dos fundadores, precisou pagar US$40.

Tinha que haver uma maneira melhor de alugar filmes. E havia.

Só faltava alguém transformar um problema em ideia.

Já não falta mais.

Assim como Hastings tinha um problema, todos os torcedores/consumidores também têm.

E saber quais são suas preocupações e dificuldades é sua eterna missão.

Através dessas informações valiosas é que você encontrará uma forma de resolver os problemas e conquistar seu público.

Os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência. Problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos.

#2 – Quem tem parceiros, tem tudo

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Após 2 anos de existência, a Netflix começou a fechar parcerias com grandes estúdios como: Warner, Columbia e MGM.

Já em 2001, teve entrada em mais de 1800 lojas ao assinar com a BestBuy.

Essas parcerias iam além do valor financeiro e tinham como principal objetivo fazer com que mais pessoas conhecessem o novo serviço.

Deu certo.

Enxergue parceiras não apenas visando o valor monetário. Existem várias formas de firmas acordados chamados ganha-ganha, onde ninguém sai perdendo e todos ganham.

Saiba visualizar outras vantagens além do dinheiro. Essa é a chave.

#3 – Defina as métricas do sucesso em marketing esportivo

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A empresa norte-americana, apesar de ser uma grande ideia, só registrou seu primeiro lucro depois de 6 anos de sua fundação.

O valor: US$ 6.500. E uma receita de US$ 272 milhões.

Poucos teriam paciência e confiança no que estava sendo criado a ponto de viver os 5 primeiros anos no vermelho.

E é por isso que é tão importante a dica #2.

É preciso encontrar parcerias que não visem apenas o lucro inicialmente e que acreditem na ideia e no trabalho desenvolvido.

Ter métricas além do lucro fazem com que os alicerces de cada relação de negócio dure mais.

Patrocínios em camisas, por exemplo, não devem ser definidos somente pelo valor que será pago, mas, também, pelas possibilidades que surgirão, pelas ativações possíveis, pelo todo.

#4 – Crie sua própria onda

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Os criadores da Netflix não esperaram o mercado mudar para pensarem seu modelo de negócio.

Eles foram a próprio mudança ao transformarem o tradicional aluguel de dvd’s em video-on-demand pela Internet.

Muitas pessoas e pesquisas te dirão o que fazer. No entanto será feito também pela maioria de seus concorrentes.

Se optar por seguir as coordenadas apontadas, tudo bem.

Só não deixe de estar atento a novas oportunidades e a caminhos não-convencionais.

Enquanto diversos clubes disputam à quais emissoras venderão seus direitos televisivos, o SL Benfica pensou diferente e resolveu transmitir seus próprios jogos no Estádio da Luz, tendo total controle sobre tudo que era produzido. Tanto as despesas quanto as receitas. Resultado? Apenas no 1º ano, o clube obteve um lucro de 11 milhões de euros. O equivalente a 44 milhões de reais na cotação atual.

Crie a sua onda. Trilhe seu próprio caminho.

#5 – Conheça bem seu público

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Para saber mais sobre seus clientes, a Netflix utiliza a ferramenta Cinematch (algoritmo que liga informações sobre os filmes).

Depois de adquirir os direitos de produção da série House of Cards (uma das melhores que já assisti), a empresa buscou David Fincher, diretor, e Kevin Spacey, ator, para fazerem parte do seriado.

A opção por ambos saiu a partir de dados coletados através do Cinematch.

Alguém duvida que a escolha foi certeira?

Foi através do conhecimento do seu próprio público que foi possível tamanha assertividade.

Não foi fácil. Exigiu esforço.

Foi preciso “levantar o bumbum da cadeira” e encontrar uma maneira de ter essas informações: achou-se a ferramenta.

De nada adiantaria ter essas informações, se elas não fossem utilizadas em prol do seriado: contrataram David Fincher e Kevin Spacey.

Então…

Fuja do achismo!

Conheça seus torcedores/consumidores e utilize o que for coletado em prol de ações favoráveis a todos.

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#6 – Esteja disposto a ajudar

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Alguns dos principais cases da Netflix vêm do relacionamento de SAC com seus consumidores através das redes sociais.

A resposta como a do Capitão Mike, do Star Wars, é uma das mais conhecidas.

E isso não nos mostra apenas o monitoramento e cuidado em responder.

Evidencia o tratamento individual e especial característico de uma conversa entre grandes amigos, mas que, na realidade, ocorre entre marca e consumidor.

Isto é rede social.

O clube é a maior paixão de um torcedor. Reforçar esse laço é sua missão!

Monitore, ouça, entenda e ajude.

#7 – Fale a língua do seu consumidor

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Diariamente vários filmes são divulgados na página da Netflix no Facebook e o que podemos perceber é que a linguagem adota está sempre relacionada ao conteúdo de imagem ou vídeo.

Mas não se trata de uma legenda qualquer.

O que há, na realidade, é uma construção de fala totalmente interligada com o filme, série ou documentário.

E isso gera perfeita identificação entre conteúdo e público.

O futebol possui uma linguagem universal. Mas cada clube e torcida possuem sua própria maneira de se comunicar.

Faça uso dela também nas redes sociais.

#8 – Seja relevante e criativo

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Por mais que não ajam tantos lançamentos quanto no começo, a Netflix está sempre em busca de novas maneiras de comunicar seus conteúdos.

Ao alinhar informação relevante (chegada de um novo filme) e criatividade (para divulgar), a empresa dá ainda mais força a sua comunicação, fazendo com que mais pessoas propaguem aquela novidade por acharem interessante.

Há milhares de maneiras de se dizer uma mesma coisa:

  1. Chegou o novo uniforme do Internacional.
  2. Colorado, o novo manto nasceu.
  3. Um novo manto. Uma nova pele. Um amor antigo.

Encontrar a melhor forma de fazê-la é fundamental.

#9 – Individualize para agrupar

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Já percebeu a variedade de filmes, séries e documentários que são divulgados pela Netflix em suas redes sociais?

De todos os seus fãs no Facebook, por exemplo, todos estão fatiados entre os conteúdos citados acima.

E como a empresa faz para se comunicar com todos? Individualiza o linguajar de comunicação para atingir grupos de pessoas com os mesmos interesses e perfis.

Pense comigo…

Torcidas são numerosas e, apesar da paixão em comum pelo mesmo time, todos elas possuem vidas, características e desejos totalmente diferente das outras.

Logo, tratar todos os torcedores como iguais por conta de uma única compatibilidade é ineficaz em sua totalidade.

Ao conhecer seu público, será possível individualizá-lo e descobrir mais aspectos que conectem uns aos outros, possibilitando a criação de grupos e maneiras mais assertivas de se comunicar.

Por exemplo: Vários torcedores do Corinthians pegam metrô para irem aos jogos na Arena Corinthians.

Valeria a pena (e faria sentido) criar uma ação ou comunicação relacionada com o meio de transporte utilizado por eles.

No entanto, a mesma comunicação não faria o menor sentido e efeito para pessoas que vão no próprio carro para o jogo.

Ficou mais claro?

10# – Crie conexões

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Por mais que trabalhe com seriados totalmente diferentes, a Netflix consegue relacioná-los e divulgar, em uma única comunicação, vários deles. Seja na semelhança entre personagens ou histórias.

E é através dessas afinidades que é possível fazer com que pessoas não interessadas em determinado seriado, passem a assisti-lo por criarem uma nova identificação.

Mas como levar isso para o futebol?

Transforme seus jogadores em personagens de acordo com suas funções em campo e sua personalidade.

Passe a apresentá-los desta maneira para os torcedores. Crie essa aproximação entre ambos.

Depois de ter seu elenco bem construído, é hora de partir para os episódios.

Trate cada jogo como um filme. E, claro, todo filme precisa de um trailer.

Divulgue, de forma criativa, cada próximo jogo do seu calendário.

Quando começar a temporada, trabalhe cada campeonato como uma série com vários episódios (jogos), tramas (vitórias, derrotas, empates, contusões) e personagens (jogadores e torcedores).

Crie conexões entre as partidas de modo que os torcedores sintam-se ainda mais atraídos a acompanharem todos os jogos, como é feito nas séries e nas novelas.

Crie a necessidade de acompanhar o que está por vir: o próximo jogo.

Isso aproximará torcida, jogadores e o clube.

CONCLUSÃO

Agora que você aprendemos algumas lições, é hora de aplicá-las na página da sua empresa ou no seu clube.

O modo como você reúne, administra e usa a informação determina se vencerá ou perderá.

Se você gostou das 10 lições que apresentei sobre marketing esportivo, clique em algum dos links abaixo e compartilhe esse artigo para ajudar a divulgar:

Eu adoraria saber a sua opinião sobre esse artigo através de um comentário logo abaixo.

Espero que tenha gostado.

Até a próxima! Grande Abraço!

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Márcio Persivo, certificado em marketing de conteúdo, é o criador do Marketing FC e ajuda Estudantes, Profissionais, Empresas e Clubes a enxergarem novas oportunidades ao aliarem o Marketing Esportivo e as Redes Sociais. Saiba mais.